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Internacional: Nepal vai mudar regras para escalada no Everest após mortes

Foto: CLIMBING THE SEVEN SUMMITS

O governo do Nepal anunciou nesta quarta-feira (29) que estão considerando mudar as regras para escalada no Everest, depois de uma temporada marcada por mortes de alpinistas e engarrafamento no caminho para o topo da montanha mais alta do mundo.

Até o momento, qualquer pessoa podia conseguir uma autorização para escalar o pico, o que incluía pessoa que nunca escalaram uma montanha antes e não tinham o preparo para a jornada, que acontece durante o mês de maio, quando as temperaturas e condições na montanha estão favoráveis.

Pelo menos 11 pessoas morreram este ano, segundo o jornal americano The New York Times, o que torna essa uma das temporadas mais fatais de escalada. Segundo alpinistas veteranos, as mortes podiam ter sido evitadas.

A subida é íngreme e tem um espaço limitado, e os alpinistas tinham que desviar de pessoas doentes ou corpos. Segundo o jornal, alguns turistas aparentemente morreram depois que os tanques de oxigênio acabaram, já que o tráfego intenso de alpinistas fez com que a escalada até o topo atrasasse.

Os turistas precisam passar horas esperando na neve em temperaturas extremas e uma altura de até 8 mil metros, enquanto o oxigênio e a energia acabavam.

As autorizações

Para chegar ao topo da montanha, os turistas podem escolher subir pelo lado do Nepal ou pelo lado chinês, que tem regras mais rígidas quanto a quem pode escalar.

Na China, apenas dois alpinistas morreram este ano entre os 300 que subiram a montanha. Pelo lado nepalês, foram quase 800 pessoas escalando o pico.

Oficiais do governo do Nepal disseram que estão analisando o que aconteceu durante esta temporada e vão começar a pedir para os alpinistas mandarem provas de experiência com montanhismo e uma avaliação de saúde.

Pelas regras atuais no Nepal, todos os alpinistas precisam mandar uma cópia do passaporte, algumas informações e documentos e um certificado comprovando que eles estão em boa saúde.

Porém, as autoridades afirmaram que não tem como conseguir verificar todas as informações sobre a saúde dos solicitantes antes de garantir as autorizações.

Estrangeiros podem pagar até R$ 43,8 mil em certificados. O custo total dos guias, equipamentos, comida e alojamento para a jornada de seis semanas na montanha pode chegar até R$ 200 mil. Os nepaleses conseguem pagar menos, cerca de R$ 2,7 mil.

R7

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