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Leilão realizado em Amargosa em prol de Pedro, filho de Júnior

Sem tirar a beleza dos versos, tento fazer uma adaptação de diversas músicas a exemplo de “Pedaço de Mim” da obra do cantor e compositor Chico Buarque, para aceitar o que não mais pode ser mudado, com a ida de Juninho para a vida eterna.

O sentimento de falta e de saudade de Juninho, é o sentimento coletivo dos amigos de Juninho e de todos os presentes neste evento beneficente para que se consiga deixar uma pequena herança para a criança, filha de Juninho, que se vê órfão de pai, em tão tenra idade.

Extremamente complexo analisar a vida e obra desse pai de família e vaqueiro que foi Juninho, por ter sido ele um dos melhores representantes da cultura e trato com equinos.

De igual forma, na doçura e gentileza no cuidado com as crianças que com ele aprendia a arte da montaria, palavras que eu ouvi em pronunciamento da atuante vereadora VIVIANE SANTANA e de todos os que conviveram mais intimamente com Juninho.

Cavaleiro, vaqueiro, tratador, hábil, singular e extraordinário, Juninho nos desafia o olhar de um trabalho que parece ser tão simples e trivial.

Só que não é.  Para tanto “é preciso ter força, é preciso ter raça, é preciso ter gana, sempre”, Juninho reunia todas as qualificadoras e, portanto, se tornou ainda muito jovem, um vencedor nas competições relativas a montaria e cavalos, as quais participou com grande número de representantes da sociedade e comunidade de Amargosa, a exemplo de César Mercês e outros.

A ida precoce de Juninho, nos remete a sentir e perceber o mundo e as formas por outro prisma, outras veredas…

Não há mais lugar para o choro, agora é “hora de trabalhar” e falar de Juninho com menos tristeza e mais saudade.

Acontece que a saudade “é o pior tormento”, por Chico Buarque. E nesse tormento, tentamos avançar com este ato de solidariedade e amor.

A saudade de Juninho nas competições, sempre sendo o melhor, o vencedor, o mais bonito, o mais polido uma vez que, menino simples, não era dado a exibições, no muito, um tímido sorriso em sua alma travada, e fiel aos seus princípios e família, após as competições se recolhia ao seu grupo.

Pois bem… essa saudade é o pedaço do homem tirado de nós por ele ser ele mesmo, é a metade afastada de nós, arrancada, adorada, amputada… de que trata a música “Pedaço de Mim”.

Em razão de sua genialidade, Juninho, com perfeccionismo obsessivo no trato com crianças e animais o fizeram tão famoso que aimportância dele é incalculável.

Juninho, foi um artista brilhante e raro, e “não sei porque você se foi”, e “na parede de nossa memória ainda está o seu retrato”…

Porque ele foi o principalprofissional de montaria do movimento do cavalo, e sua raridade pode até ter atingido essa situação terrível de hoje, a qual, perplexos ainda, nos encontramos.

A história das cavalgadas em Amargosa era para ter sempre um final feliz e tranquilo, o povo bom e ordeiro de Amargosa, costuma fazer seus movimentos coletivos sempre com muito respeito, paz e harmonia.

– Amargosa, solidária, amada, amante, cuidadora, hospitaleira, misericordiosa, piedosa e humana, deve muito ao profissional Juninho e encontra neste evento beneficente maneiras de apoiar neste momento, o que restou de Juninho, um pequeno herdeiro de seu legado, do seu bom nome, de seus amigos.

“Tristeza não tem fim”, diria João Gilberto, e “Morreu na contramão atrapalhando o tráfego” diria Chico para o fim trágico do operário de “Construção”

Até cabe…. Saímos de casa todo os santos dia, levando nas costas um mundo e nunca imaginaríamos que este nosso mundo pode estar em sua última volta. Foi assim com Juninho que saiu de casa sem saber ser a sua última cavalgada neste mundo.

Vale lembrar que tal fato pode ocorrer na vida de qualquer um de nós.

“ E como tem dias que a gente se sente como quem partiu ou morreu”, diria ainda “ que A dor da gente não sai no jornal”.

Amargosa, em dia histórico de 20 de maio de 2018,  se reúne para se solidarizar e homenagear um conterrâneo meu/nosso: tão amado, de tão alegre lembrança, de tão iluminada saudade.

E mesmo que quando pensamos em Juninho “fechamos os olhos de saudade”, terminaremos o evento e o dia com a certeza do dever de AMOR cumprido por Amargosa.

Desejamos que AMANHA “ Será um lindo dia/ Da mais louca alegria
Que se possa imaginar/Amanhã! / Mais nenhum mistério/Acima do ilusório/O astro rei vai brilhar… Amanhã! Está toda a esperança/Por menor que pareça/Existe e é prá vicejar.

Amanhã! Apesar de hoje/Será a estrada que surge/Pra se trilhar.

Por Maria da Conceição Barreto – Cidadã naturalizada Amargosense

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