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Músico Mutuípense diz que a reforma da previdência e a terceirização golpeiam a classe trabalhadora

O senhor Valney José, Músico, Professor de História pela UNEB – CAMPUS V e Psicólogo pela UFRB-CCS. Em contato com nossa equipe ele falou um pouco sobre a reforma da previdência e a terceirização, segundo ele essas reformas golpeiam a classe trabalhadora. Veja o texto em que ele fala sobre a reforma e o que ele pensa sobre as consequências que trará ao Povo Brasileiro.

“Como disse a poetisa Elisa Lucinda “É certo que tempos difíceis existem para aperfeiçoar o aprendiz, mas não é justo que a sujeira dos maus brasileiros venha quebrar no nosso nariz.”

O governo ilegítimo Temer e seus aliados tem pressa em pagar a conta do golpe. Nesse sentido três principais reformas estão engatilhadas para detonarem os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros. A reforma da previdência, a reforma trabalhista e a terceirização nos moldes que estão sendo elaboradas são medidas para diminuir direitos conquistados historicamente e com muita luta. Mas parece que o governo Temer só escuta aos grandes empresários, aos banqueiros, e aos deputados que foram financiados por essas instituições, como no caso do deputado Artur Maia, relator da PEC 287 que prevê, entre outros absurdos, a idade mínima de 65 para homens e mulheres, além do tempo de contribuição que passa para 49 anos.

A justificativa para a PEC é a falência dos recursos, o chamado déficit da previdência. Mas quem causou isso? E por que os trabalhadores que pagarão a conta? Sabe-se que muitas empresas sonegam impostos, não repassam os valores do FGTS de seus trabalhadores, além disso, sabe-se que enfraquecer a previdência pública é a meta de muitos bancos que financiaram esses deputados, os bancos querem fortalecer a previdência privada, aumentar seus lucros à custa da escravização dos trabalhadores e trabalhadoras.

A terceirização é outra face cruel dessa escravização, visto que os trabalhadores terceirizados ganham 25% a menos que um trabalhador comum, ficam menos tempo no trabalho, sofrem mais acidentes e não tem uma série de direitos trabalhistas garantidos. A mão de obra fica ainda mais barata e em contrapartida os lucros crescem pela exploração dos terceirizados.

O projeto que já foi aprovado na câmara, aguarda a sanção de Temer que dificilmente vetará esse projeto, já que o presidente ilegítimo representa os banqueiros e grandes empresários ligados a FIESP e outros setores exploradores da pobreza e que lucram com o agravamento da desigualdade social no Brasil.

Sobre o deputado Artur Maia, relator da PEC 287 que acaba com a aposentadoria, o próprio obteve em Mutuípe mais de dois mil votos nas eleições de 2014, e muitos trabalhadores que votaram no edil não conhecem ainda os impactos negativos desta PEC sobre suas vidas.

Durante o protesto que participei junto com colegas e professores ligados a APLB em Salvador no último dia 15 de março, muita gente nos incentivando de dentro dos ônibus, aplausos, gritos de apoio… Mas teve um cara que falou: “Vão trabalhar”!! A resposta de um colega foi rápida: Estamos lutando inclusive por você rapaz, não seja um puxa saco de patrão, você deveria colar com a gente na luta!!

A luta por direitos adquiridos não é de um partido político específico, essa luta é, ou deve ser dos trabalhadores e trabalhadoras. Tá na hora de despolarização discursos, hora de agregar forças e lutarmos juntos para que nossos direitos sejam mantidos, para que a democracia volte a existir em nosso país. Vamos à luta pois do contrário e como disse Edson Gomes, vamos acabar perdendo o que já conquistamos.

Enquanto professor da rede pública Estadual e Municipal penso nos impactos desses acontecimentos sobre nossa classe docente e sobre os estudantes e trabalhadores em geral. Esse ano teremos muita paralização, muita greve, isso mesmo, não podemos nos calar diante de tanto retrocesso, estão acabando com nossos direitos que foram duramente conquistados.

Uma colega me questionou:

Mas os estudantes serão prejudicados, o que vamos fazer?

Minha resposta foi a seguinte:

Podemos pensar que ensinar é só passar conteúdos e fechar os olhos pra nossa conjuntura atual, isso é o que os tiradores de direitos mais querem. Mas podemos deixar nossos estudantes cientes da situação, de que nossa luta é também por eles/com eles, eles estarão conosco.

O aprendizado da luta política e por direitos sociais é muito importante e significativo.

As aulas são importantes, mas o despertar para a necessidade da luta é a melhor aula.

Educar para a autonomia, libertação, emancipação dos sujeitos e a transformação social, ensinamentos do mestre Paulo Freire que mais do que nunca devem nos acompanhar!!!

Vamos à luta?      “Quem sabe faz a hora, não espera acontecer…” #Foratemer #Diretasjá “ Vale Mais Notícias

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